A Festa de Corpus Christi

São Pedro Julião Eymard, o grande apóstolo da devoção eucarística, lembra que, enquanto outras festas litúrgicas celebram algum mistério da vida passada do Salvador, a de Corpus Christi dirige-se diretamente à Pessoa de Nosso Senhor, vivo e presente entre nós, na Santíssima Eucarística.

“Não se expõe nessa festa – diz o santo – relíquias ou emblemas de tempos idos. O objeto desta solenidade é um objeto vivo. Vede como o povo, nos países onde Deus goza de liberdade, proclama Sua presença e prostra-se à Sua passagem. Mesmo os ímpios e temerosos, diante de tanta grandeza, inclinam-se”.
O culto ao Santíssimo Sacramento e a devoção a Nossa Senhora são duas características marcantes da Religião Católica. Por isso são elas objeto de ataques dos hereges de todos os tempos.

Foi principalmente por essa razão que a Igreja Católica estabeleceu a soleníssima procissão na Festa de Corpus Christi. Queria Ela manifestar, de modo público, a adoração a Jesus Sacramentado. Visava também reparar a indiferença e ultrajes que esse Augusto Sacramento recebe da parte dos ímpios e até de muitos que se dizem católicos.

Nos tempos de maior Fé, o Santíssimo Sacramento foi sempre objeto de adoração pública por parte de reis e governantes. Felipe II, Rei da Espanha no século XVI, quando se encontrava com um Sacerdote transportando o Viático para algum doente, descia de seu cavalo e acompanhava o Padre a pé, com o chapéu na mão, até a casa do doente. E, em respeito para com a Eucaristia, não permitia o menor ruído em qualquer capela onde estivesse Jesus Sacramentado.

No Brasil antigo, se um condenado à morte que estivesse sendo conduzido ao local do suplício cruzasse com um Sacerdote transportando o Santíssimo Sacramento, não só a pena capital lhe era comutada, mas ganhava a liberdade. Pois se encontrava com o Rei dos Céus e da Terra!

(Doutrina Católica – Eucaristia)

A seguir as fotos da Missa e Procissão de Corpus Christi realizada na sede dos Arautos do Evangelho em Ponta Grossa.