Retiro Espiritual “meio de santificação”

Quem já pôde contemplar um navio singrando mares, talvez não tenha ideia de quanta preparação foi necessária para colocar uma embarcação destas em plena atividade, cálculos físicos, trabalhos de marcenaria, preocupando-se em fazer uma excelente vedação, para que nenhuma falha possa por a pique tão árduo empreendimento.

Finalmente chega o glorioso dia, ao estouro de uma champagne e numerosos aplausos, nosso navio abandona seu estaleiro para tanger pela primeira vez as frescas águas de vastos oceanos, iniciar grandes travessias, contemplar paisagens magníficas, enfrentar terríveis borrascas, desafiando ondas bipartidas em sua proa produzem espumas brilhantes que mais parecem compor uma poesia.

Mas depois de muitas façanhas, nosso intrépido navio começa sofrer de um problema terrível, de maneira lenta e sutil vai tornando seu navegar mais lento e paulatinamente sente-se que a embarcação pesa o dobro que tinha quando iniciou sua epopeia, são pequenos crustáceos que aos milhares vão se alojando no casco do navio, tão leve era, que com o passar dos anos muito se trabalha e pouco se avança.

É inevitável, para que volte ao seu ritmo original, nosso navio precisa voltar ao estaleiro para retirar toda crosta que se formou em seu casco. Quando se sobe, é aquele susto! Como estava com o casco submerso não se tinha ideia de tanta coisa se grudou, e será preciso raspar e raspar, lixar e lixar várias vezes, claro que acabam criando sulcos doloridos em nosso navio, mas não há outro modo de recuperá-lo.

Depois de intenso trabalho com o casco limpo e pintado ele está pronto para navegar novamente, é espantoso como avança com facilidade, já não se lembrava como era leve seu navegar.

Muitas vezes fenômeno semelhante se passa com as almas, principalmente com aqueles que se dedicam ao apostolado, deixando-se levar por inúmeros trabalhos que vão surgindo ao longo da vida, sempre alguma imperfeição vai se “grudando” tornando o caminho da santidade mais difícil e mais lento e os frutos de boas obras mais escassos.

Novamente estas almas precisam voltar ao “estaleiro”, é necessário abandonar por um tempo as “águas da ação” para passar pelo “estaleiro da contemplação”, deu-se através dos exercícios espirituais retirar as crostas que se formaram em nossas almas em um período de reflexão e purificação.

Tão recomendado por Santo Inácio de Loyola, os Retiros espirituais são excelentes meios de santificação para aqueles que se dedicam a vida missionária, para renovar suas forças “lixar” os defeitos que foram se acumulando em nossa vida no serviço a Deus.

Foi com este intuito que alguns membros dos Arautos do Evangelho de Campos dos Goytacazes (RJ) Curitiba (PR), Juiz de Fora (MG), Joinville (SC), Maringá (PR), Montes Claros (MG), Nova Friburgo (RJ), Ponta Grossa (PR) e Recife (PE), realizaram entre os dias 10 a 15 de junho um Retiro espiritual com base em conferências do Fundador da Instituição o Mons. João S. Clá Dias, EP, refletindo nas verdades eternas ditas pelo Fundador. Os retirantes tiveram essa excelente experiência e oportunidade de ausentar-se das atividades do dia a dia penetrar mais intensamente nas realidades da Fé.

Que este Retiro possa redundar a todos os participantes ocasiões de graças para o serviço de Deus através desta obra dos Arautos do Evangelho no Brasil e no Mundo inteiro!

aurelio

Gostaria de fazer um retiro no carnaval em alguma casa dos arautos do evangelho. Moro em Niterói no rio de janeiro…. Paz e bem

Cleide Queiroz Marques

Que nosso retorno ao “estaleiro” sempre se realize, pois o“estaleiro da contemplação” nos seduz as maravilhas das promessas e obras de Deus.
Um momento de reflexão pura e cristalina nos faz adquirir a perfeição dos pensamentos e do olhar de Deus.
Cleide