Conhecendo-se a si mesmo

Como costuma acontecer em todos os finais de semana na sede dos arautos em Ponta Grossa, grupos de pessoas conversam animadamente espalhados pelo pátio. Porém algo ”soava” diferente. Com efeito, nossos ouvidos demoraram a se familiarizar com algumas palavras que eram ditas: ”sanguíneo, melancólico, colérico, fleugmático”.

Do que será que eles falavam ? Qual será o significado dessas palavras?

Para aqueles que estiveram com os arautos de 30/08 a 1º/09 esses termos não são estranhos, durante estes dias foi ministrado pelo Prof. Roberto Kasuo um curso sobre os temperamentos. O assunto é atraente, chama a atenção de todos e o resultado não poderia ser outro: as reuniões estavam sempre cheias.

Os temperamentos são quatro, como acima mencionamos, os nomes são curiosos, mas é desse modo qualificamos uma pessoa. Para analisarmos o nosso temperamento, é necessário fazer a seguinte análise: Quando algo se refere à minha pessoa, uma repreensão por exemplo, a minha reação é lenta ou imediata ?

Se reagimos lentamente, podemos nos considerar do grupo dos melancólicos ou dos fleugmáticos. E a diferença entre os dois consiste em que estes últimos se esquecem da ofensa, enquanto os primeiros dificilmente se esquecerão daquilo. O fleugmático revelará uma indolência até em reagir a uma ofensa e o melancólico facilmente se sentirá ”perseguido” pelos outros, remoendo em seu interior uma palavra mais dura.

Aqueles que reagem imediatamente podem ser ou coléricos, ou sanguíneos. Os primeiros ”estouram” e não se esquecem do ocorrido. Já os últimos, passados alguns instantes tem dificuldades de ser recordar de algo.

Os temperamentos são hereditários, e por conseguinte há combinações deles. Assim o filho de um colérico com uma fleugmática possuirá esses temperamentos, com a predominância de um.

Essas reuniões são interessantes para nos conhecermos a nós mesmos, mas sobretudo para melhor nos conduzirem nas vias da santidade. De fato, alguém que conheça bem suas inclinações naturais, melhor se sairá no domínio das paixões. Um colérico, por exemplo, vencendo sua dificuldade de perdoar, sendo misericordioso com alguém possuirá diante de Deus méritos insondáveis. E assim poderíamos seguir exemplificando com cada um dos temperamentos.

Saibamos pois, dentro de cada um de nossos temperamentos, implorar Àquele que é o criador dos temperamentos, a graça de corresponder às boas inclinações de nossa alma e negar as más tendências que nos afastam de Deus.