Em meio ao tufão: maternal sorriso

Imagem de Nossa Senhora de Lourdes – Loon – Filipinas

No Paraíso terrestre “à hora da brisa, depois do meio-dia”, Deus passeava com Adão (Gn 3,8). Em seu dom de integridade e de dentro de sua inocência, era-lhe facílimo correlacionar qualquer criatura com Deus, tornando o dia-a-dia pervadido de contemplação, consolo e crescente caridade. Devido à sua imortalidade e ao seu progresso espiritual, chegando sua perfeição ao grau máximo, o homem seria conduzido à visão beatífica,em corpo e alma.

Entretanto…

…o pecado destruiu esse belíssimo processo. A atração pelo mundo visível desligado de seu Criador adquiriu a voracidade das paixões: A sensualidade se apoderou dos homens e “todos os pensamentos de seu coração estavam continuamente voltados para o mal” (Gn 6, 5). Deus, “ferido de íntima dor” (Gn 6, 6), enviou à terra o dilúvio, após o qual estabeleceu uma aliança com Noé, abençoando-o.

Seus descendentes, porém, puseram-se a escalar o céu com a Torre de Babel, movidos por supremo orgulho: “Tornemos assim célebre o nosso nome” (Gn 11, 4). Por essa razão Deus confundiu-lhes a linguagem, um dos mais excelentes frutos da inteligência.

Imagem do Sagrado Coração de Jesus – Haiyan – Filipinas

A sensualidade foi a causa do dilúvio; e o orgulho, da dispersão dos povos.

Até mesmo no Novo Testamento encontramos a presença desse divino desagrado.

É o próprio São Paulo quem no-lo descreve em sua Epístola aos Romanos, afirmando que desde a criação do mundo tornou-se possível chegar ao conhecimento de Deus para glorificá-Lo e agradecer-Lhe, e se assim não procede o homem, seu coração se obscurece e acaba por cair na estultice. Por isso, segundo o Apóstolo, foram os romanos abandonados “aos desejos de seus corações, à imundície (…) a um sentimento depravado” (Rom 1,24-28). Este primeiro capítulo da Epístola traz um encadeamento de horrores.

Ao mandar pelo mundo os doze Apóstolos, Jesus quis não só reconstituir a unidade perdida em Babel com a confusão das línguas, dos ideais e dos amores, mas até mesmo erigir a verdadeira torre que atinge o Céu, a Santa Igreja Católica, Apostólica e Romana. Quando os povos ouvirem a voz dos Apóstolos, o unum da História do mundo se recomporá!

Imagem da Mãe de Deus – Filipinas

Diante dessa perspectiva, não terá sido o tufão nas Filipinas um novo apelo descido dos Céus para voltarmos nossos olhos Àquele que sempre desejou nos salvar? Se assim for, virão ainda outros? Em qualquer caso, o certo é que essa catástrofe moveu as almas em toda a face da terra a considerarem perplexas as possíveis causas da mesma.

Qual a razão mais profunda desse terrível acontecimento?

Nada deve ser motivo de perturbação pois nós hoje podemos contar com o poderoso auxílio e proteção de Maria, muito diferentemente do que se passava com os povos de outrora.

Falam neste sentido as inúmeras imagens de Jesus e Maria poupadas pela fúria dos ventos e que aqui reproduzimos (1).

Voltemos nossa atenção para Nossa Senhora e ouçamos seu maternal apelo, a fim de reconhecermos as nossas faltas, e pedirmos seu misericordioso perdão. Se assim procedermos, tornar-se-á efetiva a promessa d’Ela em Fátima: “Por fim, meu Imaculado Coração triunfará!” E daí nascerá uma nova era.

(1)Serviço de Informações, Embaixada da República das Filipinas/ Divulgação

Maurílio Fiuza

É no mínimo curioso o silêncio da mídia em geral a respeito de fatos como estes que são, estes sim, realmente fantásticos: as inúmeras imagens de Jesus e Maria poupadas pela fúria dos ventos e das tempestades. Que Nossa Senhora abençoe os Arautos pelo grande apostolado que fazem com a divulgação desses fatos que, na realidade, são um alerta e um maternal apelo de Nossa Senhora à conversão do mundo. Salve Maria!