Há dignidade maior do que ser Mãe de Deus?

Logo no primeiro dia do ano a Igreja comemora algo a ser tido em altíssima conta por nós católicos: Maria, Mãe de Deus.

Depois do desastre do pecado de nossos primeiros pais, desobedecendo a Deus, são expulsos do Paraíso para este vale de lágrimas. Logo no início de sua vida neste exílio, Eva tem Abel, seu filho, morto e ensanguentado em suas mãos. E morto por quem? Por um outro filho.

Quatro mil anos de desastres e de espera vem a seguir. Deus prometera o Redentor, mas, para por em prática seu desígnio, quis servir-se de uma criatura: Maria Santíssima. Sendo o único ser que poderia escolher a própria Mãe, evidentemente Ele a fez perfeitíssima.

Ela foi perfeita em absolutamente tudo, e portanto no seguimento de seu Filho: quando “uma mulher levantou a voz do meio do povo e lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe, e os peitos que te amamentaram!” (Lc 11, 27), Jesus, sem negar, faz o maior elogio de Nossa Senhora, proclamando a sua fidelidade ao que Ele ensinava: “Antes bem-aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põe em prática” (Lc 11, 28).

Já na Anunciação, Nossa Senhora assim procede ao afirmar: “Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a sua vontade” (Lc 1, 38). Pouco mais adiante o Evangelho diz que “Maria guardava todas estas coisas meditando-as em seu coração” (Lc 2, 19).

Das poucas — são apenas seis — frases de Nossa Senhora nos Evangelhos, a única dirigida aos homens é um convite a seguir Jesus, nas bodas de Caná: “Fazei tudo que Ele vos disser” (Jo 2, 5).

Peçamos à Virgem Mãe de Deus que nos ensine a ter o coração aberto a voz de Deus e a pô-la em prática nesta vida. Esta é a verdadeira paz e felicidade que o mundo teria. Mas, vai buscar paz e felicidade onde elas não estão…