Eu sou Rei

Aproximando-se o fim do ano litúrgico, a Igreja ressalta para nossa piedade a realeza de Nosso Senhor Jesus Cristo . Rei, sim; Rei porque Deus, Rei porque Criador de todo o universo material e espiritual, Rei, portanto, por direito. Mas também Rei por conquista: resgatou a humanidade derramando até a última gota de seu Precioso Sangue.

Rei porque, muito em breve — mais brevemente que muitos pensam — haverá de realizar a promessa feita por intermédio de sua Mãe Santíssima em Fátima quando a Virgem disse: “Por fim o meu Imaculado Coração Triunfará”.

Promessa consoladora, pois como na época em que nasceu em Belém, o mundo está em caos, a verdadeira religião é desprezada, torrentes de iniquidade inundam toda a terra. (*)

Não tenhamos a falta de fé que tiveram os Apóstolos após a morte de Jesus. Assim como Ele já lhes havia dito que ressuscitaria, assim também a nós prometeu: “as forças do inferno — entendamos bem que dessa forças fazem parte também homens — não prevalecerão contra a Igreja”.

Tenhamos confiança, em breve raiará a manhã da Ressurreição, raiará o Reino de Maria.

(*) Cf. São Luís  Grignion, Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem

Ilustrações: Arautos do Evangelho, Gustavo Krajl