Os Mandamentos podem mudar?

Os preceitos morais foram dados ao homem como meio de este se relacionar com Deus, correspondendo a exigências inerentes à natureza humana. Por isto, também, o Decálogo é atemporal, e disto deu Javé prova patente ao gravá-lo, não num frágil papiro, e sim em pedra, sinal de perenidade; e o Verbo Encarnado ratificaria isto depois pessoalmente (cf. Lc16, 17; Mt 5, 17).

Ademais, cuida Deus de imprimir esta Lei em cada alma criada: revoltar-se contra ela significa, portanto, além de uma revolta contra o Criador, um atentado contra nossa própria natureza.

E quanto a adaptar a Lei divina aos costumes do tempo, cumpre tomar cuidado para não merecer a censura feita por Cristo aos fariseus: “Vós sabeis muito bem como anular o Mandamento de Deus, a fim de guardar as vossas tradições” (Mc 7, 9).

Teimar em reformar o Decálogo com base em conceitos humanos, enquanto afirma “crer em Deus”, é uma doença do coração que pode levar à morte… eterna!

Assim como a essência da água não sofreu alteração alguma ao longo de tantos milênios, e continua sendo imagem da perenidade das coisas, também o homem, nas suas características essenciais, permanece o mesmo desde o dia de sua criação até hoje. Mas, sobretudo, Deus não mudou, por ser imutável e sempre esplendorosamente idêntico a Si mesmo. Por que, então, mudariam os Mandamentos?

 

(Adaptação do editorial da revista “Arautos do Evangelho”, nº 164, agosto de 2015, p. 5. Para acessar a revista Arautos do Evangelho do corrente mês clique aqui )

 

Ilustrações: Arautos do Evangelho

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