CARTAS DAS TRINCHEIRAS

Há exatos cem anos, o mundo estava imerso em plena Primeira Guerra Mundial. Por outro lado ainda não completara vinte anos da morte de uma humilde freira, destinada a ser um dos sóis a brilhar nos céus da Igreja: Irmã Teresa do Menino Jesus.

Morrera inapercebida em 1897, na solidão e bênçãos de um Carmelo, mas seria tal a sua ação sobrenatural que nos anos seguintes seria uma das mais conhecidas e veneradas. Publicamos a seguir impressionantes depoimentos.

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SE SOUBÉSSEMOS…

Imagine o caro internauta uma cena que — infelizmente — vai se tornando cada vez mais rara nos dias que correm.

Certa família muito carente, até mesmo do essencial, encontra um dia na soleira da porta um pacote. Que conterá?

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Um grande esquecido

Ouvi certa vez de uma pessoa de muito bom senso a seguinte frase: “o óbvio, nós esquecemos”. É o que acontece com o culto devido a São José. Não seria compreensível que Deus feito homem, Jesus, colocasse junto a Si, como pai adotivo, uma pessoa apagada, sem brilho.

O Mons. João Clá, EP, fundador e Superior dos Arautos do Evangelho, nos esclarece a razão dessa insuficiência no culto a São José no trecho introdutório de seu comentário à Solenidade do Santo, transcrita a seguir.

 

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UM SANTO INSUFUCIENTEMENTE VENERADO

Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP

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Figura ímpar, exaltada pela Igreja junto com a de Maria, nunca será suficiente louvar São José, tal a quantidade de maravilhas e privilégios com que aprouve a Deus cumulá-lo. Infelizmente este glorioso Patriarca muitas vezes é esquecido, sendo seu culto menor do que mereceria.

 

Encontramos uma explicação para isso no desvio ocorrido nos primeiros tempos do Cristianismo com relação à devoção a Nossa Senhora. Com efeito, os fiéis admiravam tanto a grandeza d’Ela que alguns chegaram a reverenciá-La como se fosse uma deusa (1).

 

Ensina São Tomás de Aquino (2) que toda situação intermediária, considerada a partir de um dos extremos, se parece com o oposto. E foi o que se deu com o culto à Santíssima Virgem, pois, analisada a partir de nossa condição de criaturas concebidas no pecado original, Ela parece mais perto de Deus do que de nós.

 

A Igreja evitou esse erro mantendo certos limites nas demonstrações de piedade mariana. Só no século IV declarou o dogma da maternidade divina, definindo a participação relativa de Maria no plano da união hipostática, o mais alto grau de toda a ordem da criação, e deixou passar longos séculos para, afinal, proclamar sua Conceição Imaculada.

 

Foi preciso, no início, fixar a adoração a Nosso Senhor Jesus Cristo para depois estimular o amor à Mãe de Deus, ao sabor dos ritmos divinos soprados pelo Espírito Santo.

 

Com relação a São José, não parece ser outra a razão. Talvez Nosso Senhor tenha querido que certos aspectos desse varão permanecessem ocultos para impedir que, exageradamente enaltecidos, viessem a ofuscar a figura de Cristo, pois as atenções deviam estar todas voltadas para Ele.

Sonho de São José

Não é compreensível, entretanto, que sendo Jesus o Homem-Deus, nascido de uma Mãe Imaculada, colocasse junto a Si, como pai adotivo, uma pessoa apagada, sem brilho. Portanto, se durante vinte séculos São José permanece escondido e retirado, é de se esperar que esteja chegando a hora em que a teologia explicite verdades novas a seu respeito, pelas quais se torne conhecido, com exatidão e nas suas minúcias seu papel na Sagrada Família e a categoria de sua elevação enquanto esposo de Maria, pai de Jesus e Patriarca da Santa Igreja.

 

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(1) Cf. ALASTRUEY, Gregorio. Tratado de la Virgen Santísima. 4.ed. Madrid: BAC, 1956, p.841.

(2) Cf. SÃO TOMÁS DE AQUINO. Suma Teológica. I, q.50, a.1, ad 1.

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(Transcrito do artigo do Mons. João Scognamiglio Clá Dias, “Elevado a alturas inimagináveis…” na revista “Arautos do Evangelho”, nº 147, março de 2014, pp. 11-12)

Santo, sem deixar de ser príncipe

São Casimiro – Vitral

Era esse o ideal de São Casimiro, filho do rei Casimiro IV, cujas terras estendiam-se ao norte até a Lituânia e ao sul até o Mar Negro, em parte da atual Ucrânia. Sua mãe era a arquiduquesa Isabel, filha de Alberto II de Habsburg, rei dos romanos e soberano da Áustria, Hungria e Boêmia.

De linhagem real, sem descuidar dos deveres do reino terreno, almejava um muito mais elevado: o reino eterno. Para isso seu nobre ideal era ser um príncipe santo.

Nasceu em 1458, no castelo de Wawel, em Cracóvia (Polônia). A rainha, sua mãe, embora fosse piedosa, educava-o tendo em vista a corte e a vida diplomática, e não a santidade. Casimiro, pelo contrário, desde muito cedo entendeu que devia ser santo, sem deixar de ser príncipe.

Imagem de São casimiro

Não se recusava a participar da vida social, mostrava-se amável e alegre nas festas, mas delas se retirava tão logo podia. Não desprezava as vestimentas principescas, mas, por espírito de pobreza, usava uma túnica interior de tecido comum. Queria ter bem presente as palavras de Nosso Senhor: “Bem aventurado os pobres de espírito” (Mt 5, 3), ou seja aqueles que, embora possuindo riquezas, a elas não se apegavam.

Esse desapego também era notável em sua generosidade para com os pobres, viúvas e anciãos, distribuindo com eles boa parte de seus bens e do reino. Às esmolas materiais juntava as espirituais, admoestando ou aconselhando com sabedoria e paciência.

Era exímio na pureza de costumes, a qual reluzia a ponto de um de seus mestres, chamá-lo de “divus adolescens — jovem divinizado”.

De onde lhe vinham tantas virtudes? De sua devoção à Virgem Maria e a Jesus Crucificado, de quem meditava amiúde a Paixão. Nunca perdia o ensejo de assistir a uma Missa na qual ficava evidente a todos sua piedade e seu amor ao Santíssimo Sacramento. Quando no Palácio Real ninguém sabia onde ele estava, o encontravam em alguma igreja, em oração.

Nessas orações pedia o dom da sabedoria e a virtude da justiça para saber governar, bem como o espírito de vigilância, a fim de nunca prevaricar como Salomão.

Por dois anos foi regente da Polônia, quando seu pai precisou transferir-se para a Lituânia. Aplicou-se com tal bom senso à administração, que conseguiu em pouco tempo estabilizar o tesouro real. Favoreceu de modo especial a construção ou reparo de igrejas por todo reino. Não se sentia bem se não visse o Rei dos reis, Jesus Sacramentado, honrado em dignos templos e ricos objetos litúrgicos.

Apesar de muito jovem — tinha pouco mais de 20 anos —, o peso das responsabilidades e trabalhos acabaram por extenuar o santo príncipe. Somavam-se a isso as contínuas mortificações que fazia. Retirou-se com a família para a Lituânia, a fim de recuperar a saúde.

Castelo de Trakai

Os últimos meses de vida, os passou em Vilnius e Trakai (Lituânia), auxiliando o pai na chancelaria do Estado lituano e promovendo a Fé entre o povo.

No dia 4 de março de 1484, entregou a alma a Deus. Seu corpo foi sepultado no jazigo da família real, na catedral de Vilnius. Tinha 25 anos de idade e havia guardado intacta sua pureza.

Quando foi exumado, 120 anos depois, e apesar da umidade do local, o corpo estava incorrupto. Segundo relato das testemunhas, dele exalava um agradável odor. Intactas estavam também suas vestes.

Foi canonizado em 1521 e declarado Padroeiro da Polônia e da Lituânia. Não chegou a ser coroado na Terra como rei, porque faleceu com pouca idade, mas lhe foi dada a coroa da glória nos Céus.

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Baseado em “São Casimiro, o primeiro santo jovem leigo da era moderna”, Pranas Gavenas, Ed. Salesiana D.Bosco, 1984. Ver Biografia mais detalhada na revista “Arautos do Evangelho”, nº 147, março de 2014, pp. 30-33, autoria de Lucilia Lins Brandão Veas, EP.

Nunca se ouviu dizer

Para Maria não existem palavras como “difícil”, “impossível”, “irrealizável”,“irremediável”. Ela é chamada de Onipotência Suplicante, pois seu Divino Filho jamais deixa de atender qualquer pedido seu.

O próprio Judas Iscariotes, o infame traidor, se houvesse recorrido a Ela, seguramente teria alcançado o perdão e se regenerado.

A oração a seguir, do grande São Bernardo de Claraval deveria estar sempre em nossos lábios e em nossos corações:

“Lembrai-vos, ó piíssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que têm recorrido a vossa proteção, implorado vossa assistência e reclamado vosso socorro, fosse por Vós desamparado.

Animado eu, pois, com igual confiança, a Vós, ó Virgem entre todas singular, como a mãe recorro, de Vós me valho e, gemendo sob o peso de meus pecados, me prostro a vossos pés. Não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Verbo de Deus humanado, mas dignai-Vos de as ouvir propícia e alcançar-me o que Vos rogo. Assim seja!”

Nunca é nunca mesmo, e não admite exceções! Se Nossa Senhora nunca deixou de atender, não serei eu o primeiro a não ser atendido…

Um expressivo exemplo a este respeito é relatado por Frei Wenceslau Schepper, OFM, em seu livro “Salve Rainha, Mãe de Misericórdia” (Ed. Vozes, 1993). Um jovem francês, condenado à morte por seus numerosos crimes, aguardava com o coração cheio de ódio a Deus, o dia da sua execução. Um sacerdote tentou visitá-lo, mas o criminoso o repeliu gritando: “Fora! Para fora! Não quero saber de padres!”

O padre, porém, permaneceu pacientemente no local até conseguir entabular conversa com o infeliz condenado. Após algum tempo, o miserável contou-lhe sua triste história. Mas ao ouvir falar em confissão, tomou-se de tal furor que quase agrediu o zeloso ministro de Deus.

Este convidou-o, então, a rezar com ele o “Lembrai-Vos, ó piíssima Virgem Maria”. Surpreendentemente, ele acedeu. A oração pareceu agradar-lhe e prometeu rezá-la outras vezes. Finalmente, após repetidas visitas, o padre conseguiu convencê-lo a se confessar.

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Com a alma limpa, completamente mudado, o delinqüente chorava de emoção, dando provas de sincero arrependimento.

Alguns dias depois, foi executado. Suas últimas palavras foram: “Lembrai-Vos, ó piíssima Virgem Maria…”

Que este fato nos ajude a ter uma confiança pleníssima, sem limites, na Mãe de Deus e nossa.

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(Autor: Celso Pedrosa, publicado na revista “Arautos do Evangelho”, nº 20, agosto de 2003, p. 39)

Anchieta será canonizado em breve

Foi o que declarou o Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, após sua recente visita a Roma. “O padre Anchieta deixa um grande legado missionário para o Brasil. É uma grande alegria para todo o País. Ele é o apóstolo do Brasil”, declarou.

Nascido em 19 de março de 1534, na Ilha de Tenerife, Arquipélago das Canárias, de nobre família espanhola, Anchieta foi ainda muito jovem enviado a fazer seus estudos na célebre Universidade de Coimbra.

Sentiu-se logo atraído pela Companhia de Jesus, na qual foi recebido aos 17 anos. Os médicos acharam conveniente para sua saúde que ele viesse experimentar o clima e os ares do Brasil. Assim, partiu ele em 1553, em companhia do segundo Governador Geral, Dom Duarte da Costa.

Anchieta escreve o Poema da Virgem na areia

Dotado de grande espírito empreendedor, já em janeiro de 1554, fundou a aldeia de São Paulo de Piratininga — hoje cidade de São Paulo, uma das maiores cidades do mundo.

Seus biógrafos são unânimes em acentuar duas virtudes que marcaram profundamente a alma e o apostolado desse jovem missionário: uma ardente devoção ao Santíssimo Sacramento e um terníssimo amor à Imaculada Conceição. A essas duas altas virtudes, somava-se um particular amor ao Papa, tão característico dos filhos espirituais de Santo Inácio de Loyola.

Santidade e dom dos milagres

A santidade que resplandecia em seu rosto tocava os corações dos selvagens habitantes destas terras.

Atraídos pela fama de suas excepcionais virtudes, os indígenas acorriam numerosos para ouvir suas pregações. Falando-lhes em seu próprio idioma, ensinava-lhes com eloquência os mistérios da Fé. Com a finalidade de facilitar a pregação de seus irmãos jesuítas, elaborou a primeira gramática da língua indígena.

Além disto, Deus concedeu-lhe em abundância o dom dos milagres, para tocar as almas dos índios e atraí-los a sua Santa Igreja.

A cura de um índio aleijado

Estando na aldeia de Reritiba (hoje cidade de Anchieta) no Espírito Santo, recebeu a visita de inúmeras famílias indígenas convertidas ao Cristianismo. Acolheu-as paternalmente, falou-lhes da vida eterna, das belezas indizíveis do céu, dos horrores do inferno. Maravilhados, os selvagens ouviam-no de pé. Notou, porém, que um deles estava desajeitadamente sentado, e quis saber o motivo.

Informaram-lhe que aquele pobre homem nascera tão aleijado, que andava rastejando. Comovido, o bondoso jesuíta estendeu-lhe seu bastão, ordenando em tom categórico: “Põe-te de pé! Deus te deu os olhos para contemplar o céu e não para fixar a terra, como fazem os animais”.

O aleijado pôs-se a andar desembaraçadamente e começou a correr pelos campos, com a alegria proveniente da graça que purificou sua alma. O santo missionário usava o dom dos milagres sobretudo para curar as almas.

Descrever os inúmeros milagres, seria um não mais acabar. Citemos apenas a ressurreição do índio Diogo que veio receber o Batismo de suas mãos.

O Cantor da Imaculada

Quando ficou como refém dos índios em Iperoig, fez promessa de escrever em versos a vida da Imaculada Virgem e Mãe do Redentor. Foi então que escreveu, em uma praia da atual Ubatuba, seu maravilhoso poema “Sobre a Bem-Aventurada Virgem Maria Mãe de Deus”.

Admirável prodígio da graça! Sem papel, sem tinta nem pena, traçava ele na branca areia da praia os versos e gravava-os na memória. Os próprios selvagens declararam ter visto inúmeras vezes uma ave com penas de cores maravilhosas, que pousava ora nos seus ombros, ora na cabeça, ora nas mãos. Delicado presente da Mãe de Deus, para consolar aquela inocente alma, voluntariamente exilada entre feras humanas.

De volta a São Vicente, conseguiu Anchieta transpor da memória para o papel os cinco mil versos que compusera na praia.

Morte santa e serena

Anchieta passou seus últimos anos na Capitania do Espírito Santo. A 9 de junho de 1597, no colégio jesuíta de Reritiba, faleceu serenamente, pronunciando os nomes de Jesus e de Maria.

Homens, mulheres e crianças acorreram aos milhares para despedir-se aos prantos. Transportado aos ombros pelos índios, seu corpo foi sepultado em Vitória, na igreja de São Tiago.

Conforme diz o atual Cardeal de São Paulo, Dom Odilo Scherer, “Em breve, poderemos ter a alegria de ver, finalmente, proclamado ‘santo’ aquele que, já no seu funeral, no final do século 16, foi aclamado por índios e portugueses como ‘Apóstolo do Brasil'”.

Contradição no Evangelho?

Encontramos no Evangelho duas recomendações aparentemente contraditórias: “Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens” (Mt 6,1a) e mais adiante o próprio São Mateus diz: “Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos Céus”. (5, 16).

Sabemos antecipadamente que toda Sagrada Escritura é de inspiração divina e, portanto, não pode haver contradição. Um trecho do Mons João Clá, fundador dos Arautos do Evangelho esclarece bem a questão.

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Não tenhamos medo de praticar a virtude

Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP

Como lâmpadas a reluzir na escuridão, Nosso Senhor quer que os cristãos iluminem os homens com suas boas ações. Isto é, o bem precisa ser proclamado sem respeito humano e aos quatro ventos, num mundo que estadeia a luxúria e o ateísmo.

Ao se encontrar em um ambiente hostil, o bom muitas vezes tende a se encolher, a se intimidar, quase se desculpando por não ser dos maus… o que é absurdo! Pelo contrário, a verdade e o bem devem gozar de plena cidadania, onde quer que seja.

Contudo, caberia perguntar se tal recomendação não estaria em conflito com os conselhos de Nosso Senhor Jesus Cristo, transmitidos pouco mais adiante pelo próprio São Mateus: “Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles” (6, 1), e “que tua mão esquerda não saiba o que fez a direita”(6, 3).

A resposta é simples: Jesus não quer que nossas boas obras sejam movidas por interesses mundanos ou por desejo de chamar a atenção, como acontecia aos fariseus, os quais faziam “todas as suas ações para serem vistos pelos homens” (Mt 23, 5) e mandavam tocar a trombeta quando davam alguma esmola. Ele pede de nós, isto sim, uma vida tão edificante que os homens se sintam impelidos a imitá-la, glorificando a Deus cuja face resplandece nos que Lhe são fiéis.

Acrescente-se a isso que o reluzimento do justo é fruto de sua união com Deus e da ação da graça, não dependendo, portanto, da vontade de cada pessoa. “Sejam os cristãos no mundo aquilo que a alma é no corpo”. ⁽¹⁾

Por isso, é necessário não ter receio de proclamar por toda parte a nossa Fé, a nossa vocação, a nossa determinação de seguir a Cristo.

São Francisco

Expressivo nesse sentido é o célebre episódio da vida de São Francisco de Assis, ao convidar frei Leão para acompanhá-lo a uma pregação. Os dois simplesmente andaram pela cidade, imersos em sobrenatural recolhimento, e retornaram ao convento sem dizer uma palavra. Ao ser indagado acerca da pregação, o Santo respondeu ter ela sido realizada pelo fato de dois homens se mostrarem de hábito religioso pelas ruas, guardando a modéstia do olhar. ⁽²⁾

É o apostolado do bom exemplo.

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⁽¹⁾ CONCÍLIO VATICANO II. Lumen gentium, n.38.

⁽²⁾ Cf. SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO. La dignidad y santidad sacerdotal. La Selva. Sevilla: Apostolado Mariano, 2000, p.306.

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Tirado de: Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP, “O inédito sobre os Evangelhos”, Libreria Editrice Vaticana, 2013, vol. II, p. 64-65.

13º aniversário da aprovação pontifícia dos Arautos do Evangelho

O dia 22 de fevereiro é uma grande data para os Arautos do Evangelho, pois a treze anos atrás o Beato Papa João Paulo II aprovava a instituição e a tornava Associação de Direito Pontifício.

Na audiência geral deste dia o Santo Padre assim se referiu aos Arautos, expressando-se em língua portuguesa:

“Saúdo de modo especial o numeroso grupo da Associação Internacional de Fiéis de Direito Pontifício, Arautos do Evangelho, para que sendo fiéis à Igreja, ao seu Magistério, permaneçam unidos aos seus pastores e anunciem corajosamente, pelo mundo inteiro, a Cristo Nosso Senhor.

Sede mensageiros do Evangelho pela intercessão do Coração Imaculado de Maria. A todos faço votos de que a Quaresma seja portadora de um espírito novo diante de Deus.

A minha bênção apostólica.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo”.

Arautos do Evangelho na Praça de São Pedro no dia da aprovação pontifícia

Ao final da audiência, o Papa recebeu os cumprimentos do hoje Mons. João Scognamiglio Clá Dias, e Pe. José Francisco Hernandez Medina. Em seguida, Sua Santidade coroou a bela imagem de Nossa Senhora.

Fundador

Mons. João Scognamiglio Clá Dias (*) é o fundador dos Arautos do Evangelho. Escreveu obras de grande difusão, sendo a mais recente “O inédito sobre os Evangelhos”, com cinco volumes publicados pela #Libreria Editrice Vaticana#. Para uma visão mais completa de sua vida e feitos veja na página de abertura o item “O Fundador”ou no site oficial dos Arautos: www.arautos.org., item “Fundador”.

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Com as bênçãos do Papa os Arautos do Evangelho espalharam-se pelo mundo, atuando hoje em cerca de 70 países, e floresceram no seio da entidade duas Sociedades: a Sociedade Clerical Virgo Flos Carmeli e a Sociedade Apostólica Regina Virginum (feminina).

Basílica Nossa Senhora do Rosário

Exercem sua atuação em todos os setores da Sociedade, com especial ênfase pelos carentes, quer espiritual quer materialmente.

Há centros de formação ou Seminários em vários países, ficando o mais importante deles no município de Caieiras (Grande São Paulo) onde também se situa a Basílica Nossa Senhora do Rosário. Edita a revista mensal “Arautos do Evangelho”, com cerca de 1 milhão de exemplares em quatro línguas. Na área de comunicação há ainda a TV Arautos, via internet e o envio mensal por correio de centenas de milhares de materiais de evangelização.

Promove continuamente uma atuação junto aos menos favorecidos, levando-lhes ajuda material e espiritual. A visita a hospitais e presídios também faz parte do dia a dia dos Arautos.

Proporciona formação para os mais jovens através dos Colégios Arautos do Evangelho, existente em vários países. Promove a formação acadêmica de mestrado e doutorado, especialmente nas áreas de Teologia, Direito Canônico, Filosofia e Pedagogia.

Ordenação de novos sacerdotes Arautos

Os inúmeros grupos de Arautos nas várias cidades são continuamente solicitados para animação litúrgica, apresentações em colégios e outras instituições. Para isso mantém vários conjuntos musicais.

No estreito espaço de um post é impossível dar um elenco completo das suas atividades. Mas não queremos deixar de mencionar o “Fundo Misericórdia” que capta ajuda financeira de seus próprios amigos e benfeitores para apoiar o trabalho de assistência e de caridade de outras instituições da Igreja Católica.

Desejando aprofundar o conhecimento da instituição remetemos o leitor para: www.arautos.org. Ali encontrará informações pormenorizadas dos itens acima resumidos e de muitos outros.

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(*) Na data da fundação o Mons. João Clá ainda não era sacerdote. Usamos o seu título atual, pois é mais conhecido com esse título.

Confirmação vinda do Céu

Em 1854 o Bem Aventurado Papa Pio IX proclamou o dogma da Imaculada Conceição, recebido com enorme alegria pelos católicos de todo mundo.

Quatro anos depois, no dia 11 de fevereiro, a própria Santíssima Virgem, em Lourdes, na França, dá início a uma série de dezoito aparições a uma adolescente de 14 anos, Bernadete Soubirous.

Estando Bernadete ocasionalmente diante da gruta de Massabielle, teve sua atenção despertada por um forte ruído de ventania. Observou, porém, que as árvores não se moviam.

A gruta em Lourdes

Voltando os olhos para uma espécie de nicho natural existente na gruta, notou uma fulgurante mas suave luz e, no centro, a figura de uma jovem sorridente, trajada de alvíssimo vestido, com um véu de igual alvura e, na cintura, uma faixa azul cujas pontas tombavam até a altura dos joelhos. Duas rosas douradas pousavam sobre seus pés descalços, cobertos em parte pelo vestido. Do braço direito pendia-lhe um terço reluzentes. As mãos postas na altura do peito.

A aparição foi logo conhecida e na última delas havia cerca de 20 mil pessoas.

Na aparição de 25 de março, atendendo o pedido de Bernadete, Nossa Senhora afirmou “Eu sou a Imaculada Conceição”.

Desse modo, quatro anos após a proclamação do dogma pelo Papa, a própria Santíssima Virgem o confirmava.

Reza do terço com velas, à noite

O Santuário de Lourdes é hoje mundialmente conhecido, especialmente pelas inúmeras curas inexplicáveis naturalmente.

Não somente as curas, mas o ambiente abençoado que se percebe claramente, atrai todos anos mais de 5 milhões de fieis vindos de todas as partes do mundo.

Indo à Europa, caro internauta, inclua a ida a Lourdes no seu roteiro. Não se arrependerá.

Uma visita inesquecível

As nossas atividades de férias escolares têm sido bastante variadas e delas pretendemos dar um apanhado brevemente.

Um dos eventos que mais marcaram profundamente as nossas almas — tanto as de quem já conhecia, como as de quem não tivera a dita de conhecer — foi a visita à Basílica de Nossa Senhora do Rosário, no seminário dos Arautos do Evangelho, em São Paulo.

Dizendo São Paulo, não nos referimos à megalópolis poluída, mas a São Paulo da Serra da Cantareira, em plena Mata Atlântica.

Os que já conheciam “mataram as saudades”, os que não conheciam ficaram deslumbrados com a beleza e sacralidade da Basílica. Vários puderam fotografar com suas máquinas; todos porém guardamos as imagens inesquecíveis no coração.

Para que nossos visitantes possam ver como temos razão de estar entusiasmados, publicamos uma pequena galeria de fotos.