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Por que imitar os Santos?

É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, um jovem músico inspira-se no mestre para executar uma melodia, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.

Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.

O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através dos Santos – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).

                      São Francisco de Assis

São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)

Os louvores a São Francisco não se realizava em detrimento da adoração a Nosso Senhor, antes, pelo contrário, a incentivava. Na realidade, o franciscano só atingiria a santidade imitando seu santo fundador,

Francisco tornou-se para eles um livro aberto de virtudes, um exemplo a ser praticado. Cada capítulo de sua vida está marcado pelo intenso convívio com seus filhos espirituais e, após a morte, pelos favores de sua intercessão por eles na terra, os quais lhe retribuíam com ainda maior fervor e admiração.

Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.

Nada de mais injusto ou afastado da realidade. As homenagens prestadas ao Santo, mesmo em vida, nada tinham de artificial, pois as multidões acorriam naturalmente para aclamá-lo e venerá-lo: “O povo prestava atenção em suas palavras como se falasse um Anjo do Senhor”. (3)

 

(1) BENTO XVI. Audiência geral, 20/8/2008.
(2) ESPELHO DE PERFEIÇÃO, c. XX (FF 1703), in MENESTÒ, Enrico; BRUFANI, Stefano (Ed.). FontesFranciscani. Assisi: Porziuncola,1995.
(3) Idem, c. XVI (FF 1699).

 

(Extraído do artigo “Imitar os Santos para imitar a Cristo” de autoria do Diác. Felipe de Azevedo Ramos na revista “Arautos do Evangelho”, nº 202, de outubro de 2018, pp.16-19. Para acessar a revista Arautos do Evangelho do corrente mês clique aqui )

 

Ilustrações: Arautos do Evangelho, ACNSF.

“Vi Deus num homem”

A plateia tinha toda razão para estar num “suspense”: o famoso violinista (*) executava com maestria uma difícil partitura e já havia arrebentado a primeira e segunda cordas do violino. Apesar disso, o músico continuava a tocar com apenas duas das cordas. Mas essa também arrebentou…

Com uma só corda, ele concluiu a música na perfeição.

Aplausos — bem merecidos —, vivas e um brado ecoaram pelo teatro.Leia mais

Assista os comentários de Dr. Plinio sobre Santo Antônio.

Um “Santo coluna” sobre o qual se pode alicerçar o Universo, Martelo dos hereges.

Assista o vídeo com os comentários de Dr. Plinio sobre Santo Antônio.

 

Pensamentos dos Santos

Certa senhora, acompanhada do filhinho de 5 anos, visitava uma igreja que possuía belos vitrais. A maioria deles retratava figuras de Santos em cores luminosas que incidiam belamente sobre um não menos belo piso.

Em certo momento a criança perguntou:

— Mamãe, quem são essas pessoas nas janelas bonitas?

— São Santos, meu filho.

De volta à casa perguntaram ao pequeno:

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Onde encontrar Deus

A plateia tinha razão para estar num “suspense”: o famoso violinista (*) executava com maestria uma difícil partitura e já havia arrebentado a primeira e segunda cordas do violino. Apesar disso, o músico continuava a tocar com apenas duas das cordas. Mas essa também arrebentou…

Com uma só corda, ele concluiu a música na perfeição.

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E com uma vara, bateu-lhe de rijo…

 

São Bento libera a um monge do demônio – Afresco do Grande Claustro da Abadia de Monte Oliveto Maior (Itália)

Em um dos mosteiros que São Bento construíra ao redor, havia certo monge que não conseguia ficar em oração. Logo que os irmãos se inclinavam nesse exercício, saía e punha-se a revolver na mente vadia coisas mundanas e transitórias. Admoestado várias vezes por seu abade, foi por fim conduzido ao homem de Deus, que lhe increpou com veemência a insensatez; de volta, porém, ao seu mosteiro, mal conseguiu observar por dois dias a admoestação do homem de Deus; já ao terceiro, recaindo no velho
hábito, entrou de novo a vaguear na hora da oração. Quando isto foi contado ao servo de Deus pelo pai do mosteiro, respondeu aquele: “Irei eu mesmo, e pessoalmente o emendarei”.

O homem de Deus foi, com efeito, ao dito mosteiro, e na hora marcada, quando os irmãos depois da salmódia se entregavam à oração, observou que o monge que não podia ficar rezando era arrastado por uma figura preta que o puxava pela orla do hábito. À vista disso,Leia mais

As cores das almas

Santa Bernadette Soubirous

O leitor já pensou em meditar sobre as cores de uma forma diferente? Pois é ao que o convido, propondo-lhe um desafio: se pudéssemos ver a alma de um Santo, qual seria a sua cor? Não fiquemos apenas na teoria e voltemos nossa atenção a exemplos concretos.

Comecemos pela vidente de Lourdes, Santa Bernadette Soubirous. A humilde camponesinha, filha de um moleiro dos Pireneus franceses, com inteligência comum e saúde muito débil, foi escolhida pela Santíssima Virgem para ser uma verdadeira heroína no testemunho de suas visões. Bem poderíamos comparar sua alma a um vermelho carmesim, simbolizando sua força de vontade, decidida a propagar incondicionalmente a mensagem de Leia mais