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Consagração a Nossa Senhora

A escravidão entre os antigos era imposta. Muitos eram vendidos como escravos, os reis podiam vender seus súditos. Sobretudo, em uma guerra, os vencedores subjugavam e escravizavam os vencidos. Assim, em sentido lato, o termo escravidão preconizava um rebaixamento e um aviltamento de seu portador. Mas, em determinado momento histórico, dois termos, aparentemente antagônicos, uniram-se: escravidão e amor.

Para São Luís Maria Grignion de Montfort, grande apóstolo e missionário do século XVII, difusor de uma forma especial de consagração a Nossa Senhora, a escravidão de amor a Virgem Maria é o oposto dessa antiga forma de escravidão. A escravidão proposta por ele é um vínculo de dependência que nós aceitamos em relação a Nossa Senhora, porque A amamos. Ou seja, nós A queremos tanto, temos n’Ela tal confiança, que queremos fazer tudo quanto Ela quer. É uma dependência que não é imposta por força, mas sim aceita por amor.

Assim fizeram os consagrados presentes na Missa de ontem, celebrada pelo Revmo. Pe. Antonio Guerra, EP, e concelebrada pelo Revmo. Pe. Paulo Sérgio, EP. Entregaram-se livremente à Rainha dos céus e da terra, recebendo dela em troca, seus dons, virtudes e graças. Tenhamos a convicção de que a “escravidão de amor” é, pois, essa angélica e suma liberdade com que Nossa Senhora espera a cada um de seus filhos: sorridente, atraente, convidando-os para o Reino d’Ela, segundo sua promessa em Fátima: “Por fim, o meu Imaculado Coração Triunfará”.

Carta aos Arautos

Com alegria publicamos hoje o testemunho do pai de um jovem aspirante a Arauto do Evangelho. Ele o fez parafraseado uma poética carta abaixo citada. Por que escolheu algo poético? Os analistas de estilos literários comentam que a poesia diz muita coisa que a simples prosa não alcança, pois remete para realidades inefáveis. Ou seja para o que não é “fável” [“dizível”].

Não queremos deixar de testemunhar também: tudo o que temos e somos devemos às graças obtidas pelos rogos de Maria Santíssima, e, nesta terra, à fidelidade e orientações de nosso fundador, Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP.

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Há uma escravidão que liberta e uma liberdade que escraviza

Escravidão e liberdade? Como podem unir-se termos opostos nessa afirmação? Mas de fato esses termos aparentemente antagônicos, tem toda toda relação entre si!

Uma pessoa adentrando pelas vias do pecado acaba tornando-se escravo de seus vícios. E como diz São Paulo, o pecador se torna escravo do pecado. Por exemplo: um viciado em bebida alcoólica atende a todas as solicitações de seu vício. Ele tem a liberdade de ingerir qualquer bebida, mas é escravo do álcool. Em contrapartida uma pessoa trilhando o caminho do bem, da virtude é livre. A sua consciência limpa é o consolo de sua alma.

Foi com esse estado de espírito que onze pessoas fizeram no dia 08 de setembro, sua consagração como escravos de amor à Maria Santíssima, segundo o método do santo mariano São Luis Maria Grignion de Monfort.

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