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Quaresma: o que é? – VÍDEO

Na quarta-feira de Cinzas começa um novo período na Liturgia da Igreja: a Quaresma. Mas, por quê?

A Igreja, como boa Mãe que é, procura exercer uma ação ao mesmo tempo santificadora e educadora. São quarenta dias de preparação para dois dos acontecimentos mais importantes na vida do fiel católico: a Paixão e Morte de Jesus e sua gloriosa Ressurreição.

São acontecimentos tão importantes que requerem uma preparação cuidadosa e digna. Essa preparação é a Quaresma. Veja uma explicação no VÍDEO.

Por que se cobrem as imagens na Semana Santa?

O sexto domingo da quaresma, com o qual se inicia a semana santa. Era chamado antigamente de Primeiro Domingo da Paixão por ser uma preparação próxima do Tríduo Sacro. Atualmente é chamado “Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor”. Dá-se esta designação, porque daí em diante, nas preces e no pensamento da Igreja, tratar-se-á dos sofrimentos da Paixão de Nosso Senhor.

Tradicionalmente se cobrem as imagens de Nosso Senhor, de Maria Santíssima, dos Santos e cruzes da Igreja com um véu roxo, como sinal de luto e penitência. Esse era um costume ligado aos penitentes públicos, que eram expulsos do interior da igreja, dentro dos rituais penitenciais públicos. Como toda a comunidade é pecadora, passou-se a privar a todos da visão do altar, das cruzes e imagens de santos.

E também porque antigamente no início da quaresma, se cobria e tirava da Igreja tudo o que servia de ornato. Segundo o piedoso pensar da Idade Média e da Liturgia, a igreja material deve tomar parte na penitência da Igreja, Esposa de Cristo. Ornato do altar são “as cruzes, relicários, evangeliários, etc”. Por conseguinte a cruz era considerada como objeto de ornato e como tal coberta. Só coberta se deve levar pela igreja. Do véu da cruz e das outras alfaias passou-se, por ser mais cômodo e mais expressivo, ao véu do altar inteiro e depois de todo o coro, a parte mais enfeitada do santuário. Neste caso tomou o nome de véu quaresmal (velum quadragesimale) e recordava aos fiéis a obrigação de jejuar (pano de fome). Impedia aos fiéis a vista do “Santo dos Santos”, equiparando-os de algum modo aos penitentes públicos, os quais na quarta-feira de cinzas deviam sair da igreja. O costume, de algumas igrejas, de cobrir as cruzes e as alfaias no domingo da Paixão, por causa das palavras do Evangelho: “Jesus escondeu-se”, tornou-se geral.

A cerimônia parece ser de origem galicana. Era conhecida na Gália já no século VII, na Itália por volta de 1000. Toda a sua significação profunda mística só a recebeu no século XI pelo lugar predominante no próprio altar, ao passo que antes tinha sido colocada diante ou atrás do altar ou em outro lugar. A cruz velada no altar representa o grande mistério de que Nosso Senhor, escondendo-se dos seus inimigos, escondeu a sua divindade por nosso amor. Com este heroísmo inflama o coração nobre a amar o Redentor tão amoroso, que foi capaz de tamanha humilhação para alcançar aos filhos adotivos de Deus a glorificação no céu.

Em muitas igrejas existe o costume de velar todo o altar com pano roxo, o qual se descerra ao Glória no sábado santo.

Nas Vésperas, canta-se o hino “Vexilla regis”, canto de louvor à cruz (Deve-se ajoelhar na estrofe: “O cruz, ave, spes unica” “Salve, ó cruz, nossa única esperança”).

2º Dia da Via Sacra

No dia de ontem, rezamos o via sacra correspondente à 2ª semana da Quaresma.

Quaresma é o tempo litúrgico que precede e dispõe à celebração da Páscoa. Ocasião de ouvir a Palavra de Deus e de conversão, de preparação e de memória do Batismo, de recurso mais frequente às armas da penitência cristã: o jejum, a oração e a esmola.Assim, conforme o ensinamento da Santa Mãe Igreja, o jejum deve ser tido como sagrado, e há de celebrar-se, em todas as partes, na Sexta-feira da Paixão e Morte do Senhor para que, desse modo, se chegue ao gozo dominical da Ressurreição com ânimo elevado e coração aberto.
Estaremos rezando a via sacra precedida pela Santa Missa às 19:00 das sextas-feiras, até  à Sexta-Feira Santa.

1º Dia da Via Sacra

A liturgia quaresmal reveste-se de caráter de grave e solene recolhimento, manifestado na cor roxa dos paramentos e na supressão do Glória e do Aleluia, os quais só voltarão a ressoar na Vigília Pascal. Nos últimos dias intensifica-se a nota de compunção e em sinal dela cobrem-se as imagens sagradas e as cruzes.

A cruz velada no altar representa o grande mistério de Nosso Senhor que escondeu aos seus inimigos a divindade por amor a nós. Com seu heroísmo inflama os corações nobres a amá-Lo, pois foi capaz de tamanha humilhação a fim de obter a salvação eterna aos filhos adotivos de Deus.

Sendo a gratidão a mais frágil das virtudes, talvez por ser posta de lado por muitos, é um dever de todo o cristão celebrar a memória da morte do Divino Salvador. Para este fim, a Santa Igreja instituiu a “Via Sacra”, uma oração que remonta todos os anos a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Reza-se dividida em dezesseis partes, chamadas “estações”, em cada uma das quais, contempla-se um dos episódios da Paixão.

Na última sexta-feira, a primeira desta quaresma, várias pessoas se reuniram na sede dos arautos em Ponta Grossa a fim de rezar a via sacra percorrendo o jardim da sede.

Será feito desta forma todas as sextas-feiras da quaresma às 19:00h.

Exercitar o corpo, cuidar da saúde etc. são atitudes excelentes, mas vale mais exercitar a alma, pois o corpo é perecível, e a alma é eterna.