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PELOS SÉCULOS E CONTINENTES

colecao-particularImaginemos um adolescente ou mesmo uma criança que, convive com uma avó bastante idosa, mas lúcida e alegre em conviver com o neto. Em certo dia o menino aparece com uma fotografia da avó quando ela era jovem:

 

— Vó, mãe disse que essa é a senhora… e que roupa diferente a senhora esta usando!

 

— Deixa ver… Hum… Aí, eu ainda morava na Suíça, na chácara que papai trabalhava.

 

Se tais diferenças chamaram a atenção do esperto menino, o que seria

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Um grande esquecido

Ouvi certa vez de uma pessoa de muito bom senso a seguinte frase: “o óbvio, nós esquecemos”. É o que acontece com o culto devido a São José. Não seria compreensível que Deus feito homem, Jesus, colocasse junto a Si, como pai adotivo, uma pessoa apagada, sem brilho.

O Mons. João Clá, EP, fundador e Superior dos Arautos do Evangelho, nos esclarece a razão dessa insuficiência no culto a São José no trecho introdutório de seu comentário à Solenidade do Santo, transcrita a seguir.

 

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UM SANTO INSUFUCIENTEMENTE VENERADO

Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP

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Figura ímpar, exaltada pela Igreja junto com a de Maria, nunca será suficiente louvar São José, tal a quantidade de maravilhas e privilégios com que aprouve a Deus cumulá-lo. Infelizmente este glorioso Patriarca muitas vezes é esquecido, sendo seu culto menor do que mereceria.

 

Encontramos uma explicação para isso no desvio ocorrido nos primeiros tempos do Cristianismo com relação à devoção a Nossa Senhora. Com efeito, os fiéis admiravam tanto a grandeza d’Ela que alguns chegaram a reverenciá-La como se fosse uma deusa (1).

 

Ensina São Tomás de Aquino (2) que toda situação intermediária, considerada a partir de um dos extremos, se parece com o oposto. E foi o que se deu com o culto à Santíssima Virgem, pois, analisada a partir de nossa condição de criaturas concebidas no pecado original, Ela parece mais perto de Deus do que de nós.

 

A Igreja evitou esse erro mantendo certos limites nas demonstrações de piedade mariana. Só no século IV declarou o dogma da maternidade divina, definindo a participação relativa de Maria no plano da união hipostática, o mais alto grau de toda a ordem da criação, e deixou passar longos séculos para, afinal, proclamar sua Conceição Imaculada.

 

Foi preciso, no início, fixar a adoração a Nosso Senhor Jesus Cristo para depois estimular o amor à Mãe de Deus, ao sabor dos ritmos divinos soprados pelo Espírito Santo.

 

Com relação a São José, não parece ser outra a razão. Talvez Nosso Senhor tenha querido que certos aspectos desse varão permanecessem ocultos para impedir que, exageradamente enaltecidos, viessem a ofuscar a figura de Cristo, pois as atenções deviam estar todas voltadas para Ele.

Sonho de São José

Não é compreensível, entretanto, que sendo Jesus o Homem-Deus, nascido de uma Mãe Imaculada, colocasse junto a Si, como pai adotivo, uma pessoa apagada, sem brilho. Portanto, se durante vinte séculos São José permanece escondido e retirado, é de se esperar que esteja chegando a hora em que a teologia explicite verdades novas a seu respeito, pelas quais se torne conhecido, com exatidão e nas suas minúcias seu papel na Sagrada Família e a categoria de sua elevação enquanto esposo de Maria, pai de Jesus e Patriarca da Santa Igreja.

 

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(1) Cf. ALASTRUEY, Gregorio. Tratado de la Virgen Santísima. 4.ed. Madrid: BAC, 1956, p.841.

(2) Cf. SÃO TOMÁS DE AQUINO. Suma Teológica. I, q.50, a.1, ad 1.

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(Transcrito do artigo do Mons. João Scognamiglio Clá Dias, “Elevado a alturas inimagináveis…” na revista “Arautos do Evangelho”, nº 147, março de 2014, pp. 11-12)

A OBRA-PRIMA DE DEUS

Todo grande artista tem um especial apreço pelas suas melhores obras. Sente-se representado na sua criação, vendo nela seus dotes, sua personalidade.

Alguns adquirem uma tão grande relação. com suas obras de arte que chegam a experimentar por elas um sentimento semelhante ao de um pai por seus filhos…

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Telefone desligado

Da sala de coordenação onde estávamos, acompanhei a conversa telefônica de dois funcionários colocados em salas bem distantes uma da outra.

O que fizera a ligação, exaltado, dizia as coisa mais disparatadas. O que recebera a ligação, impassível, em certo momento desligou o telefone e colocou-o calmamente sobre a mesa. O vociferador não se deu conta e continuou a cantilena.

Só depois de muito tempo percebeu que o colega tinha desligado.

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