A cadeira

Um amigo, visitante habitual deste Blog, ficou impressionado com a importância que a Igreja dá ao fator temperamento no agir humano. Esse assunto foi de muito proveito para os que tiveram a oportunidade de assistir ao pequeno simpósio do Prof. Roberto Kasuo. Como ele mesmo afirmou, muito do que transmitiu havia aprendido do Mons. João Clá, Fundador e Superior dos Arautos do Evangelho.

Curiosamente, a reação da pessoa diante das coisas mais simples pode revelar muito de seu modo de ser. Por exemplo diante de uma cadeira.

Em posts anteriores foi descrito cada um dos temperamentos e sua importância no determinar, ou pelo menos, influir fortemente no rumo a ser dado por cada um à sua própria vida.

Uma exemplificação simples pode ajudar a elucidar o assunto.

Reações dos vários temperamentos

Diante de algo simples como seria uma cadeira fora de lugar numa sala, como reage cada pessoa?

O sanguíneo

Entra meio distraído e ao se dar conta de que a cadeira está fora de lugar, um tanto atrapalhando a passagem, coloca-a mais ou menos no lugar que deveria estar e segue adiante.

Se perguntado depois sobre a cadeira provavelmente nem se lembrará do fato.

O colérico

Ao se deparar com a cadeira, esbraveja contra o fato, pega a cadeira e a põe no lugar. Sai deblaterando, mas logo muda de assunto.

O melancólico ou nervoso

Ao perceber a cadeira fora de lugar, pára, analisa o ambiente e se põe vários problemas: não estará a cadeira fora do lugar por tal razão ou tal outra? Pega a cadeira, mas hesita em movê-la, pois ainda está levantando hipóteses de que talvez haja uma razão para estar fora do lugar. Conforme a opinião a que chegue, colocará ou não a cadeira no lugar. Sai pensativo sobre o assunto. Horas — ou dias — depois ainda lhe vem o assunto à mente, fará perguntas, etc.

O fleugmático

Entra distraído, talvez lendo algo e… senta-se na cadeira. Sai da sala e talvez nem tenha se dado conta que havia uma cadeira fora do lugar. Se perguntado sobre a cadeira, não lhe ocorrerá dizer nada.

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