Quaresma: período de profunda oração

"Não só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus"O tempo Quaresmal foi instituído no ano de 325 por disposição do Concílio de Nicéia. Significa quarenta dias de orações e jejuns, em honra ao mesmo período em que o Divino Salvador se entregou à oração e à penitência antes de iniciar Sua vida pública. Desta forma, preparamo-nos para a futura bem-aventurança e ressurreição, de modo análogo à Ressurreição do Redentor da humanidade.

O alge deste período litúrgico se dá na Semana Santa, onde a Igreja se aprofunda mais e mais nos insondáveis mistérios da Paixão do Senhor, atingindo seu mais alto grau nos últimos três dias. Os sinos se calam e as imagens são cobertas por um véu roxo.

No Domingo de Ramos, recorda-se os últimos dias da vida do Divino Mestre aqui na terra. A benção e a procissão de Ramos é alegre e triunfal. Nela aclamamos Cristo, Rei e vencedor. Além disto, as palmas constituem um sacramental que recebemos das mãos dos sacerdotes e que devemos guardar com piedade e devoção, durante o ano, lembram elas que somos destinados ao combate da fé, e à luta por Cristo.

Na Quinta-Feira Santa, a Missa é festiva, com paramentos brancos. Canta-se o “Glória”, tocam os sinos, que logo depois voltarão a permanecer em silêncio, até ao momento de catar o “Glória” da Ressurreição. Pois na Quinta-Feira Santa se mesclam imensa alegria pela instituição da Santíssima Eucaristia e profunda tristeza pelo que se sucederá pouco depois da Santa Ceia. Após da procissão com o Santíssimo sacramento até ao Monumento, procede-se a desnudação dos altares, demonstrando pesar, porque Jesus se afastou. E a todo o fiel, que com as devidas disposições de alma e cumprindo as normas do Direito, visitar e permanecer um momento em vigília diante do Santo Monumento, recebe uma indulgencia plenária.

Na Sexta-Feira Santa, a Igreja não celebra o Santo Sacrifício da Missa. Tudo recorda a Vítima, que se imolou por nós no Calvário. É dia de luto universal, em que nossos corações compassivos devem converter-se a seu Deus e Salvador preparando-se, deste modo, para a Ressurreição na Páscoa.

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