Todos os dias, ao cair da noite, um zeloso sacerdote costumava concluir suas orações. Ao retirar-se, já com a igreja fechada, ao passar diante do sacrário, adorava de joelhos a Jesus Eucarístico, finalizando com um ósculo no chão.
Certo dia…
ao cumprir esta devoção ia retirar-se quando ouviu um ruído no fundo da igreja.
Era uma senhora, residente na paróquia. Dirigindo-se a ela, perguntou-lhe:
— O que faz aqui, já com a igreja fechada, minha senhora?
— Padre, perdoe a minha indiscrição. Estive afastada da prática religiosa e já estava me tornando indiferente à Religião, mas assisti os sermões feitos pelo senhor sobre a Eucaristia nesses últimos dias. Fiquei muito bem impressionada, mas perguntava a mim mesma: “Será que este Padre acredita mesmo no que está pregando?”
Para desfazer minha dúvida escondi-me ali atrás para ver como o senhor procedia quando estivesse só. Ao ver o respeito, a veneração que o senhor demonstrou pelo Santíssimo Sacramento, minha dúvida acabou. Agora creio também na Eucaristia. ¹
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Capela do Santíssimo Sacramento- Basílica Nossa Senhora do Rosário
Arautos do Evangelho
Assim como a este sacerdote, o geral das pessoas procuram ver sempre se há uma coerência entre o que dizemos e o que fazemos. Por isso, um simples ato feito com convicção pode influir mais que muitas palavras.
Do Santo Cura d’Ars, São João Vianney, conta-se que, no auge de sua fama de santidade, um advogado parisiense quis conhecê-lo. Viajou horas e chegou à igreja no exato momento em que o Santo voltava-se para o público para dar a bênção final da Missa. São João Vianney o fez com uma tal unção sobrenatural que o advogado, fez a genuflexão e retirou-se de volta para Paris.
Perguntado o que vira em Ars, respondeu;
— Vi Deus num homem! ²
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¹ Condensado de “O que há numa hóstia”, Mons Mermillod, Genebra, sem data (provavelmente século xx).
² Mons. F. Trouchu, “O santo cura d’Ars”, Ed Vozes, Petropolis, 1961.
