E com uma vara, bateu-lhe de rijo…

 

São Bento libera a um monge do demônio – Afresco do Grande Claustro da Abadia de Monte Oliveto Maior (Itália)

Em um dos mosteiros que São Bento construíra ao redor, havia certo monge que não conseguia ficar em oração. Logo que os irmãos se inclinavam nesse exercício, saía e punha-se a revolver na mente vadia coisas mundanas e transitórias. Admoestado várias vezes por seu abade, foi por fim conduzido ao homem de Deus, que lhe increpou com veemência a insensatez; de volta, porém, ao seu mosteiro, mal conseguiu observar por dois dias a admoestação do homem de Deus; já ao terceiro, recaindo no velho
hábito, entrou de novo a vaguear na hora da oração. Quando isto foi contado ao servo de Deus pelo pai do mosteiro, respondeu aquele: “Irei eu mesmo, e pessoalmente o emendarei”.

O homem de Deus foi, com efeito, ao dito mosteiro, e na hora marcada, quando os irmãos depois da salmódia se entregavam à oração, observou que o monge que não podia ficar rezando era arrastado por uma figura preta que o puxava pela orla do hábito. À vista disso, Continue reading E com uma vara, bateu-lhe de rijo…